sábado, 25 de agosto de 2012

Alquimia Interna


Não é exagero afirmar que ela [a energia chi] é responsável pelos descobrimentos chineses na medicina (acupuntura), pelas artes meditativas e marciais (kung fu, tai chi chuan, pakuapalm, hsing i chuan, alquimia interna) e serviu de inspiração para um vasto tesouro de poesia e filosofia (i ching, tao te ching). É provável que o aumento de saúde e inteligência criativa dos praticantes taoistas tenha ajudado a estimular os comoventes avanços da tecnologia e governo na China antiga.” (CHIA, 2002, p. 22, com adaptações)
Com base nesta citação, fica claro que a Alquimia Interna, é parte de um conjunto de práticas, e pretendo começar explicando como funciona no sistema que represento.

Segundo o Wikipédia:
A alquimia chinesa está relacionada ao taoísmo, consequentemente, seus praticantes utilizam conceitos tais como: os Cinco Elementos; o Tao, a relação entre Yin e Yang; o Ki; o I-Ching; a astrologia chinesa; os princípios do feng shui, e da medicina tradicional chinesa.                                  
Iniciamos o estudo da alquimia interna através de meditação ativa, guiando através do pensamento a atenção para os cinco orgãos vitais, com suas respectivas associações dos cinco elementos, das cinco visualizações, das cinco cores, das cinco emoções, e dos cinco sons,  para o ciclo criativo e o ciclo de controle. Todo esse conhecimento é encontrado nos textos da medicina interna da Tradicional Medicina Chinesa e é realizado através da meditação do sorriso interior, e dos seis sons de cura.

Essa seria a parte inicial da prática de alquimia interna, seguindo a sistematização que represento, com alguns ensinamentos sobre os topicos grifados acima, o Tao como representação do Absoluto, yin e yang como forças complementares não antagonicas, a circulação da energia vital Ki, ou chi, pelos canais da acupuntura e outros.

A prática de alquimia interna se amplia após aproximadamente seis meses de prática com as práticas de Fusão dos cinco elementos, e outras práticas mais específicas para quem já está habituado com as associações básicas da meditação do sorriso interior, e seis sons de cura.

Um trecho da Lilian Neves Mise, no seu blog http://anjosdeorion.wordpress.com/quem-sou/ descreve bem a intenção das práticas de alquimia interna.

As técnicas da alquimia interna taoísta atuam tanto de forma curativa, como preventiva, elevando a proteção do corpo. Através das técnicas aprendemos a recolocar em fluxo as emoções, eliminando e reciclando emoções tóxicas estagnadas nos órgãos. Depois aprendemos a revitalizar estes órgãos preparando estes para receber o fluxo de energia cósmica. E então aprendemos a fazer a conexão com as energias cósmicas, preenchendo nossos órgãos que são como recipientes, de pura energia celeste e terrestre.

Até a próxima postagem.

Introdução

Introdução


Publicando a introdução do artigo Práticas Corporais Taoístas na perspectiva da Educação Física.

O interesse pela atividade física, atualmente, é uma realidade estimulada pela mídia e constatada em parques, clubes, praias e empresas, onde diversas pessoas buscam uma forma de se manterem saudáveis por mais tempo.

Há milhares de anos atrás, velhos sábios na antiga China, sentaram–se, em silêncio, para observar a natureza e o corpo humano e desvendar os seus mistérios. Suas descobertas formaram uma cultura e uma ciência única no mundo. Há setenta anos os ocidentais perceberam o quanto temos que aprender com esta sabedoria milenar, transmitida pelos livros clássicos chineses. A Medicina Chinesa, a acupuntura e as práticas de prevenção de doenças através de exercícios simples, crescem e criam milhões de adeptos em todo o mundo ocidental (BRITTO, 2008, p.1)

As práticas corporais taoistas, tema deste trabalho (blog), fornecem uma forma integrativa de práticas corporais milenares, desde as artes marciais a exercícios que constituem uma espécie própria de ginástica chinesa. A relação da população chinesa com estes exercícios pode ser expressa pelo pensamento do autor Mantak Chia:

Atualmente, na China, como no passado, pessoas de diversas origens e experiências de vida reúnem-se nos parques, ao amanhecer, para revitalizar o corpo e a mente. Com isso, elas esperam aumentar a sua longevidade. Enquanto a escuridão se dispersa com os raios energizantes do sol nascente, elas executam uma variedade de exercícios que são harmoniosos, variados e antigos, como a própria cultura chinesa. (CHIA, 2003, p. 31)

É sobre essa variedade de exercícios, relativamente desconhecidos da cultura brasileira, e intrigantes por suas características, que se esboça um panorama das práticas corporais taoistas, uma cultura antiga, que possui como algumas das principais formas de exportação cultural, a prática do kung fu e do tai chi chuan.

Considerando a importância das práticas corporais como um todo, ressaltada no posicionamento do autor abaixo, justifica-se a relevância das práticas corporais taoistas, sob o mesmo enfoque, para a Educação Física.

Do universo de possibilidades de práticas corporais, nasceram vários conhecimentos e representações, que foram se recodificando, ao longo do tempo, constituindo a cultura corporal do movimento. Algumas dessas práticas corporais foram assimiladas pela Educação Física, como os jogos, as brincadeiras, as danças, as lutas, as atividades circenses e as ginásticas, que apresentam um aspecto em comum, que é o de expressarem representações de diversos contextos da cultura humana. (COSTA, 2003, p. 1)

Breve Histórico

Breve Histórico


Aproximadamente no ano de 2003, cursando Sistemas de Informação e exercendo a profissão de Operador de Telesuporte, entrei em contato com uma lista de discussão na internet sobre práticas taoístas(PracticasTaoistas@yahoogrupos.com.br).

Tendo a massoterapia como hobbie, e o taoismo como tema de estudos teoricos filosóficos, iniciei as praticas de um sistema de exercícios físicos que veio a se tornar minha principal prática de atividade física por anos, além de influenciar minha nova carreira, e modo de encarar a vida.

No ano de 2005, veio o convite para formação de instrutores e meu primeiro certificado como instrutor associado, além do meu ingresso no curso de Educação Física, e minhas melhores vivências.

As práticas tiveram uma importância tão notável, que foi tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, em 2008.1 e, em 2012, acreditei ser interessante increvê-lo no edital da revista Corpo, Movimento e Saúde, também ligada ao curso de Educação Física do atual Centro Universitário Jorge Amado, antes Faculdades Jorge Amado.

 Com a notícia de que o artigo foi aceito, e atualmente está no prelo, decidi retomar as práticas e divulgar a minha relação com as mesmas.

Assim surge este post, tema do meu TCC, do meu primeiro artigo científico com possibilidade de ser publicado, e da minha formação profissional nacional e internacional, como instrutor associado ao Intertao(http://www.healing-tao.com.br) e Unversal Tao(http://www.universaltao.com).

Espero que gostem. Eu gostei.

Santos, D. P.
Licenciado em Educação Física pelo Centro Universitário Jorge Amado
Instrutor Associado de Práticas Taoistas pelo Intertao, Universal Tao

terça-feira, 21 de agosto de 2012



Meu sanctum possui uma janela, dessas simples, serve para iluminação de dia e ventilação, então pensei:

Que tal?

sábado, 7 de abril de 2012

Mumificação

A prática da Mumificação é certamente um dos maiores e mais populares atrativos acerca da cultura egípcia, e uma das práticas egípcias mais divulgadas ao redor do mundo.


" Múmia é um cadáver, cuja pele e órgãos foram preservados intencional ou acidentalmente pela exposição a produtos químicos, frio extremo (múmias de gelo), umidade muito baixa e etc. Atualmente, o mais antigo cadáver humano mumificado (naturalmente) descoberto foi uma cabeça decapitada, com de 6.000 anos, encontrado em 1936.[1] As múmias mais famosas são as egípcias, destacando-se as dos faraós, Tutancâmon, Seti I e Ramsés II, embora a primeira múmia egípcia conhecida, apelidada de "Ginger", remonta a cerca de 3300 a.C..
Múmias humanas de outros animais têm sido encontradas em todo o mundo, tanto como resultado da preservação natural através de circunstâncias incomuns, como pelo uso de artefatos culturais para preservar os mortos; por exemplo, há mais de 1.000 múmias preservadas pelo clima seco em Xinjiang na China,[2] e mais de um milhão de múmias de animais foram encontrados no Egito, muitos dos quais são gatos.[3]" _ Wikipédia



O fato dos egípcios manterem o costume de mumificar os mortos, já foi explorado em diversas formas, como Filmes, Livros de RPG, Documentários e Artigos científicos que se destinaram a explorar o fato ou discutí-lo academicamente.

O fato é que o fato de preservar o corpo humano após a morte clinica é uma prática diferente da que a maioria das culturas atuais e antigas manifestaram ao longo do tempo, o homem já enterrou os corpos, com intuito de auxiliar a decomposição, e cremou através de diversas técnicas ou sobre um barco que dá alusões a mitologias diversas, e até mesmo como punição às acusadas e acusados de traição na idade média e outros períodos, mas manter o corpo físico intacto após a morte é um costume que realmente caracteriza uma prática particular de determinadas civilizações, especificamente quando baseia-se na crença de vida após a morte, ou aprofundando um pouco mais, o retorno da alma ao corpo para satisfazer necessidades terrenas, citando algumas das crenças egípcias divulgadas ao público.

A exploração do tema mais recente, possivelmente vem da sequencia de filmes intitulados A Múmia - que pretendo comentar mais tarde em outro post.








Para o público infantil, os desenhos animados Múmias Alive e uma continuação da Trilogia A Múmia - The Mummy: The Animated Series, e para os fãs do Role Playing Game - RPG, a White Wolf especializada no tema, desenvolveu uma linha de jogo  chamada Mummy: The Resurrection, que pelo título já dispensa comentários.


The Mummy: The Animated Series
Múmias Vivas


Encontra-se também para o público acadêmico um interessante artigo:
CHEMELLO, E. Aspectos científicos da mumificação. Química Virtual, Novembro (2006).

E um documentário em especial, da Discovery,  Anatomia de uma Múmia - publicado inicialmente no Blog da Alessandra Rizzo - que descreve o processo de mumificação e o porquê de alguns detalhes, que sem dúvida vale a pena assistir.


Posteriormente pretendo entrar na assunto de uma forma mais específica, e analisar a crença deles sobre a importância da mumificação e dos objetos enterrados com o morto, o que pode ser lido em Ba e Ka no post da semana passada, e uma referência com costumes religiosos de outros povos mais próximos de nós.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Antiga Religião Egípcia

Considerando fontes de fácil acesso ao público em geral, vou postar algumas referências da mitologia egípcia,encontradas no portal Wikipédia, acrescentando a postagem anterior, com as concepções divinas e organização do pensamento egipcio e talvez da própria psique do povo egípcio, para posteriormente avançar em outros tópicos.
Como disse, partindo do período politeísta para o período monoteísta, esse post é para esclarecer o pensamento divino que orientava as práticas religiosas dos antigos egípcios. Quando se fala de muitos deuses, é sempre bom lembrar que a população em geral se enquadra no mito de um ou outro, daí a diversisdade das divindades poder servir também para traçar os tipos de situações que a civilização vivia, portanto acredito que esse momento politeísta é uma das partes mais agradaveis do estudo cultural de uma civilização e de sua herança e legado cultural. Seguem os tópicos;

Para quem ama estudar mitologias recomendo essa inspiradora página :

 Mitologias Diversas - Fonte Wikipédia



Posteriormente gostaria de tratar um paralelo com a mitologia grega, e romana, e suas similaridades.

Fico de comentar os principais princípios norteadores em outro post.


O Assassinato do Rei Tut

Recentemente, li um romance,  O assassinato do Rei Tut, publicado na Reader's Digest Seleções de Livros.
Um romance que mescla historia do antigo egito, com escavações do howard carter em busca da tumba do Rei Tut, em um sincronismo agradavel que nos transporta da tumba, onde Tut está morto para os momentos históricos onde ainda estava vivo. A leitura é muito agradavel e o romance é bem simples e com detalhes tanto das escavações como da vida do Tut, por isso acredito valer a pena a leitura, e acabando de ler decidi resenhar e recomendar o livro.