quinta-feira, 29 de março de 2012

Antiga Religião Egípcia

Considerando fontes de fácil acesso ao público em geral, vou postar algumas referências da mitologia egípcia,encontradas no portal Wikipédia, acrescentando a postagem anterior, com as concepções divinas e organização do pensamento egipcio e talvez da própria psique do povo egípcio, para posteriormente avançar em outros tópicos.
Como disse, partindo do período politeísta para o período monoteísta, esse post é para esclarecer o pensamento divino que orientava as práticas religiosas dos antigos egípcios. Quando se fala de muitos deuses, é sempre bom lembrar que a população em geral se enquadra no mito de um ou outro, daí a diversisdade das divindades poder servir também para traçar os tipos de situações que a civilização vivia, portanto acredito que esse momento politeísta é uma das partes mais agradaveis do estudo cultural de uma civilização e de sua herança e legado cultural. Seguem os tópicos;

Para quem ama estudar mitologias recomendo essa inspiradora página :

 Mitologias Diversas - Fonte Wikipédia



Posteriormente gostaria de tratar um paralelo com a mitologia grega, e romana, e suas similaridades.

Fico de comentar os principais princípios norteadores em outro post.


O Assassinato do Rei Tut

Recentemente, li um romance,  O assassinato do Rei Tut, publicado na Reader's Digest Seleções de Livros.
Um romance que mescla historia do antigo egito, com escavações do howard carter em busca da tumba do Rei Tut, em um sincronismo agradavel que nos transporta da tumba, onde Tut está morto para os momentos históricos onde ainda estava vivo. A leitura é muito agradavel e o romance é bem simples e com detalhes tanto das escavações como da vida do Tut, por isso acredito valer a pena a leitura, e acabando de ler decidi resenhar e recomendar o livro.

Evolução

Tratando basicamente da evolução das sociedades primitivas atraves da observação das forças da natureza associando-as a seres superiores ou forças superiores, constituindo depois formas de magia com intuito de interagir com essas forças e possivelmente domina-las, manipula-las ou poder intervir de forma natural com seus ciclos observaveis. Dessa evolução surge a constituição dos mitos, dos rituais alegoricos, e das formas basicas de religião com intuito de se aproximar das verdades que essas forças representavam.
Inicialmente e ainda hoje, podemos de uma forma ou de outra presenciar as formas de culto religioso em suas mais diversificadas tradições. Elas estão representadas através das oferendas, sacrificios, danças circulares, reuiões em conselhos ou assembleias, rituais de caça, fertilidade, e constituição de familias ou clãs ou em alguns casos migração de formas poli (variadas) pra mono (unicas) de visão religiosa e pactos com seu respectivo Deus, passando a adotar culto não mais às variadas formas e forças com as quais a natureza se apresenta mas à presença invisivel ou visivel de um Deus único.

Inicialmente, e cumprindo com o objetivo deste blog, vou me situar no periodo em que as oferendas e sacrificios, além das rotinas nos templos, eram a forma mais concebivel e concreta do homem manifestar suas necessidades de conhecer e contactar forças superiores, sejam vistas como Deuses, Semideuses, Espiritos, ou outra denominação qualquer, o que vai variar de acordo com o local onde cada civilização se manifestou. Como consta no título Egito Exotérico, ou seja formas de se vislumrar a civilização egípcia não de forma restrita ou eletiva, vou tomar como base duas culturas, a egipcia e a biblica, pelo seu facil alcance, e tentar traçar um paralelo com nossa realidade local geografica onde nosso conceito religioso interior se manifesta sob influencias diversas, de portugueses, africanos, indios, em alguns locais holandeses e espanhois e outros...

Para que as coisas nao fiquem reduzidas ao contexto geografico, prefiro trata-las sob o prisma do titulo desta postagem, a evolução, dentro do conceito religioso de cada homem, e possivelmente das formas que este utilizou ao longo do tempo para preservar suas tradições, diferenciando o que é visivel/exoterico, do que é invisivel/esoterico.

Em quase todas as tradições, vou iniciar minhas referencias pela religão egipcia, que é o foco deste blog e independente das concepções hierarquicas religiosas de outros, a cultura religiosa egipcia apresentava as seguintes caracteristicas, necessarias para traçaro trajeto evolutivo que vislumbro: 

Culto a animais, formas de politeismo e monoteismo associado, figuras antropomorficas, pinturas rusticas, uso de estatuetas e outros simbolos para representar suas formas religiosas, cosmogonia, oferendas diversificadas, rituais representativos dos ciclos naturais, cheias e vazantes do rio, observações lunares e solares, reflexões sobre a vida e a morte, construções sobre o pós-morte e um dos que eu considero divisor de aguas para caracterizar civilizações na sua concepção religiosa, observação de outros astros, estrelas, constelações e a propria astronomia como consciencia externa ao planeta abraçando o universo como ponto de reflexão divina, religiosa ou simplesmente empirica.

É referente a este possivel legado espiritual egípcio que tento traçar um possivel timeline da evolução das religiões, do sacrificio no altar, ao espaço sagrado nas casa, das oferendas à oração ou meditação, do politeismo ao monoteismo, até chegarmos à pratica cientifica das faculdades humanas latentes e traçar um paralelo que nos permita enxergar todas as religiões como um processo de evolução da consciência humana, independente de onde se manifestem, mas acima de tudo como caracterista do que uma cultura consegue conceber quando busca fontes superiores de inpiração, força, e poder.

Outra caracteristica da religião egipcia que me interessa é o fato da libertação do povo hebreu e de como essa cultura escravização/trabalho-servidão/libertação, se extende a outras culturas que poderiam, ou foram subjugadas por outras concepções religiosas, egipcias ou não, para posteriormente pelo contato com estes evoluirem e lutarem/conquistarem seu espaço sagrado e sua ancestralidade espiritual; tema que abrange boa parte dos conflitos e contextos religiosos da historia humana.