quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Aquarismo

Antes de conceituar o Aquarismo, é importante lembrar que existem pré-conceitos sobre o mesmo.  Os pré-conceitos sobre o aquarismo são muitos: ter um aquário é dispendioso, um aquário é trabalhoso, os peixes morrem fácil, e assim por diante.  Na hora de fugir da empreitada, há quem recorra a ética de se manter animais em cativeiro pra desistir do projeto.

O principal problema, para mim, foi como ingressar no universo do aquarismo, pois muitas informações são necessárias: termos novos, química básica, biologia, física (eletricidade), tabelas e gráficos, e outros conceitos que não estão disponíveis de forma didática e/ou resumida facilmente.

Comecei a buscar na internet por informações. A busca pelo conhecimento, se deu através da leitura, e apesar da internet ter facilitado as coisas, aceitei o fato de que os livros não são dispensáveis, e que instruem muito melhor. Consegui muitas informações em fóruns mas que não fecharam um todo concreto, algo tinha que abrir a porta na consciência para que aqueles termos fizessem realmente sentido.  A outra fonte de informação, que aprendi na faculdade, são os artigos, e fui procurar por eles, mesmo eles não sendo tão científicos assim.

Sobre os livros, esses sim, nos ensinam sobre o aquarismo em geral, tipos diferentes, possibilidades diferentes, informações mais completas sobre os equipamentos a serem usados, compatibilidades, um verdadeiro manual para entender sobre aquários. Tive acesso a dois livros,em inglês, sobre aquarismo e sobre aquarismo marinho, que foram muito engrandecedores nessa empreitada.

Sobre os artigos, o aquarista encontra boas receitas de como montar um aquário, do que significa cada coisa e como funciona. Mas não são capazes de dar uma visão mais globalizada do processo que envolve o aquarismo, fica-se reduzido a repetir uma experiência que deu certo para alguém.

Sobre os fóruns, eles foram úteis, principalmente para tirar dúvidas que não estão nos livros, nem nos artigos, mas torna-se difícil começar do zero a partir deles. Com eles pode-se também aprender a fazer você mesmo coisas que ainda não estão sendo comercializadas, ou que já estejam mas não sejam acessíveis, fazer trocas de materiais, e outros.

Finalmente, uma fonte muito importante, talvez a que mais abre as portas da consciência para os termos novos é o vendedor da loja de aquários, esse sim sempre será meu melhor amigo. Quando o atendimento é bom, unido ao interesse de vender, esses caras conseguem te explicar a parte que falta para você ganhar confiança e começar a se sentir seguro enquanto aquarista, você compra o material que ele promete fazer a diferença e ele acaba te ensinando um pouco sobre o assunto, mas que te passa confiança.

Meu conselho é buscar um livro, ler artigos para especificar coisas que o livro tenha deixado vago, procurar em fóruns informações sobre os produtos que funcionam bem, e o que você pode adaptar, modificar, ou fazer você mesmo,  além de tirar dúvidas do que acontece no seu aquário, e conseguir um bom relacionamento com um vendedor ou uma loja, que te atenda bem e confirme ou não o que você tem aprendido nos livros, pois a teoria ainda é uma coisa e a prática outra. E principalmente, projete seu aquário, pois ele abrigará seus novos animais de estimação. E sim, compare o aquarismo com ter outros animais de estimação e boa parte dos pré-conceitos irá desaperecer.

Na próxima postagem falo sobre o durante, e o depois, concluimos com os pós-conceitos.

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